quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ENQUANTO TE ESPERO
 






















O sol abraça o chão...
Que rubro se cora  
em crepuscular beijo,
a espera da escuridão.
Enquanto espero por você...
 
A noite já se fez.
Com ela o vento frio.
Tento contar na imensidão,
o tapete infinito de estrelas,
Enquanto  espero por você...

 
Me distraio a observar
a silhueta das montanhas
que esconderam o sol.
São Cúmplices a segredar
o meu amor por você.
 
O suave cantarolar 
das águas do rio,
prateado ao luar
Acompanhando em sintonia
a sinfonia de rãs e grilos.
Em melodia a me embalar.
Enquanto espero por você.
 
Estrelas voam ao chão...
A pirilampear aladas.
Vagalumes sem direção.
A me fazer companhia
Enquanto espero por você...
 
A magia da noite cobre o campo.
Enquanto você com beijos
me cobre todo o corpo.
Por isso espero por você!
 

Donna Crystal e Valério L. Nascimento
 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Inspiração de Menina

De teus olhos meigos que contemplam o infinito
reflete em suas retinas a cor purpura do horizonte
traz a calmaria do firmamento
nas asas dos teus pensamentos
indo em busca de paz.
De teu rosto, sorriso infantil,
alegre de  minha alma
exalta meu sentimento
anjo e amor
ternura de mulher...
de tua luz menina, que enebria meu ser
toca meu coração, transbordando-o
da mais pura inspiração.

Valerio Nascimento

CIGANA

Do fogo ardente de uma fogueira...
Noite fria, ceu de estrelas...
Cintilando na imensidão do universo.
Entre sombras dos arvoredos ao meu redor.
Eu, um solitário viajante...
Aventureiro, um sonhador... Adormeci...
O calor das chamas se acendeu dentro de mim.
Não era da fogueira que queimava,
nem das estrelas no firmamento.
Me veio das sombras da minha solidão.
Em forma de mulher, divina e bela.
Com seus longos e sedosos cabelos
a bailar sob a brisa fria daquela noite.
Guitarras entoavam solos estridentes
fazendo-a bailar ao redor do fogo.
Uma silhueta jamais desenhada.
Rodopiava seu corpo...
Coberto por um vestido vermelho
estampado de flores.
Embalando o meu sonho, sim...
Divina deusa do amor,
seus movimentos suaves de um querubim.
Teu sorriso meigo e belo...
Teus olhos me fitavam como flechas
penetrando minha carne.
Meu coração palpitou, faltou-me o ar...
Estava sonhando!
Não acreditava ver tanta beleza,
Tanta doçura a dançar,
em uma melodia envolvente
Meus olhos saltaram quando de mim se aproximou...
Tirou um veu delicado de seda, 
perfumado de flores que lhe cobria o rosto,
revelando uma beleza jamais contemplada,
por um simples mortal.
Suas mãos delicadas como as plumas,
tocaram o meu rosto.
Fiquei sem ar, o coração parou...
Meu corpo paralizou...
Hipnotizado...
Como uma lebre diante de uma serpente.
Senti seus lábios vermelhos e carnudos
tocarem os meus...
Entreguei-me a paixão.
Teus beijos doces,  o mel...
Quentes, o fogo...
Umido, como o orvalho,
que caem sobre as folhas e flores...
Tomado por este momento,
desejei nunca acordar deste sonho.
Será sonho... Será...
Saberei...
Se meus cansados olhos despertarem.
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Valério Luiz Nascimento - 15/11/10
Poema a Donna Crystal



sábado, 13 de agosto de 2011

LUÍZA

Ao içar voo rumo ao norte.
Na bagagem levei sonhos...
Me entreguei a própria sorte.
Vesti de esperança, seus olhos tristonhos...
Luz de minha vida, linda criança!
Fiz do seu destino a certeza do incerto...
Carne de minha carne, minha herança.
Me perdoe, por não estar por perto...
No voo triste sem rota,
segui o cruzeiro do sul...
Só a saudade na bagagem de volta.
No voo solitário pro sul...
Seus olhos procuro, nas estrelas do firmamento.
A luz que não mais vejo, é plena a escuridão...
Minh'alma por ti canta em lamento.
A entoar melodia, nesta triste solidão...
Minha vida se fez boemia.
Tento achar-te em cada canção...
A preencher minha vida triste e vazia.
Tenho por companhia a lua e o violão...
Linda criança, luz de minha vida!
Quizera eu novo voo içar...
Trazer-te de volta em minha asa ferida.
E de você não mais me afastar...
Luz de minha vida, linda Luíza!
Luíza luz dos olhos meus...
Ao Supremo em prece, um pedido.
Que não me decerre a cortina da vida.
Sem que eu veja novamente esta luz ...
Luíza luz dos meus olhos...
Luíza Luz dos olhos meus!
Escrito por
 claudia Marcia (Donna Crystal)
para minha filha Luiza

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Senhor


Senhor
Crias-tes o universo com sabedoria
Belezas incomparaveis e harmoniosas
Com tuas maos divinas cheias de luz e calor
Deu vida a tudo que habita este universo
Crias-tes a mim e em meu coracao plantou o amor
Ensina-me a viver este sentimento divino
Que eu possa amar tudo que crias-tes
Que eu possa gosar de todas as belezas do universo
Que meu coracao possa ser o jardim da flor do amor
Que a minha amada o habite por todo sempre
Ensina-me, amar mesmo que em simples versos

Alma de Boêmio

ALMA DE BOÊMIO

Na volta, não volto só...
Tenho uma fiél companhia,
não sintam por mim dó...
...Nesta madrugada fria.
A me acompanhar os passos,
refletida em muros e calçadas.
Nós dois no mesmo compasso...
Dois pra lá...
Dois pra cá!
No descompasso, três pra lá...
Porque me descompassa o passo?
se me me quer em sua companhia,
que acerte os passos no mesmo compasso!
Passos passados, pesados passos.
Passos que passo, em meu coração descompasso.
Dois pra lá...
Dois pra cá...
No tropeço dos pés, caída está na calçada.
Não te deixarei só, sem companhia...
Te abraço, te aqueço nesta madugada fria...
Há de amanhecer o dia.
Levarei a descompassada sombra pra casa.
Iremos no mesmo passo...
Em ajustado compasso...
Dois pra lá, dois pra cá.

Claudia Marcia (Donna Crystal)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vôo de Liberdade

Eu parto com ar...
Sacudo minha neve branca ao sol que foge...
Desfaço minha carne em redemoinhos de espuma.
Entrego-me ao pó para crescer nas ervas que amo...
Se algum dia quiseres ver-me novamente;
Procura-me sob teus sapatos...
Dificilmente saberás quem sou ,ou o que significo.
Não obstante, serei para ti boa energia...
filtrarei e comporei o teu sangue
Mas, se não conseguires encontrar-me
Não desanimes!
"O que não está nunca parte, está bem perto
Em algum lugar estarei, sempre que alguém me espera..."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011
















OLHOS NEGROS

 
Onde por sobre montanhas que um dia eu atravessei
eu queria ter sido atropelado por uma paixão real,
mas fui obrigado a me dizimar só.
Pois lá você não estava.
Onde sobre pequenas ruas atravessei poderia ser você
a me acolher, mas fui enganado por um par de olhos negros iguais aos teus... Mas não eram os teus.
O que o acaso fez acontecer não valeu, pois a destruição que fez em mim acaso algum outra vez irá reparar...
 A espera é incansável e o por do sol ainda não chegou em mim, da claridade desse volumoso astro, nessa tarde de pequeno que eu era, me fiz grandioso quando vi você chegar, e por um instante eu acreditei em tudo, e até hoje finjo continuar imaginando que os seus olhos negros ainda existe, e que neles ao cair da noite, descansarei feliz!

Valerio nascimento

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Águia e Luz

 
Ela cruza o céu, 
perdida na madrugada...
Como um manto 
ungido de amor...
Ah ,és tu águia 
na noite solitária 
em busca de si mesmo...
Não teme o desconhecido
não conhece, busca...
Voa alto, e se deixa levar pelo vento
Abre as asas da esperança
sobrevivendo na escuridão...
Rasga o céu de estrelas
e se alimenta de luz!

                                   Renata Luz